Leituras Fevereiro/19 – Anne Shirley, Poirot e Pi

Fevereiro foi um pouco mais lento nas leituras, talvez já esteja perdendo o entusiasmo, mas espero superar a fase ruim em breve. Pretendo aproveitar o feriado de carnaval pra descansar a cabeça. Quero focar mais nas escolhas dos próximos livros e diminuir um pouco a velocidade em março.

Esse mês li Anne of Green Gagles de L. M. Montgomery, Cai o pano de Agatha Christie e Em algum lugar nas estrelas de Clare Vanderpool. Nesse post você confere as leituras de janeiro.

Anne of Green Gables – L. M. Montgomery ★★★★★

Anne of Green Gables estava de graça na Amazon e dei uma chance. Sempre tive vontade de assistir Anne with an E na Netflix e depois de ler o livro estou louca pra começar a maratona. A história começa quando os irmãos Marilla e Matthew resolvem adotar um garoto pra ajudar nos afazeres do dia a dia na fazenda Green Gables. Porém, depois de um engano, Anne é trazida aos cuidados dos dois. Por ser uma garota falante e criatividade, Anne logo conquista o coração do calado Matthew. Marilla se torna mais relutante em relação a Anne Shirley (ou Cordélia Shirley, quase um nome artístico que ela dá a si mesma) por achar que jamais conseguiria dar conta de uma garota tão temperamental quanto Anne.

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Anne With An E – Netflix

Porém logo ela conquista todos com sua energia e imaginação. As situações com amigos e adultos na vida de Anne sempre trazem uma moral e fazem com que as pessoas passem a olhar o caráter da menina de uma maneira diferente. Anne é mega inteligente e obediente (da maneira dela), mas o grande defeito está em ser bastante tagarela e dizer o que pensa não importe as consequências.

A leitura é bem infanto-juvenil e carismática. Anne é uma personagem bem cativante apesar das divagações infinitas. Alguns trechos do livro chegam a ser cansativos (inclusive se você ler em inglês) porque com frequência ela filósofa sobre o mundo, a vida e as pessoas sempre de forma muito otimista. As decisões e reviravoltas que aconteceram na vida dela me fizeram lacrimejar um pouco porque você se apega bastante aos personagens. Foi uma leitura bem agradável, to ansiosa pra ler o próximo, Anne de Avonlea.

Acho que esse livro me fez bater o recorde de marcações no kindle, aqui vai uma das muitas citações incríveis.

‘Blessed are they who expect nothing for they shall not disappointed’. But I think it would be worse to expect nothing than to be disappointed.

Cai o pano – Agatha Christie ★★★★★

Escolhi Cai o pano pra ler mais por sentimentalismo do que por outra coisa. O livro foi o último de Agatha a ser publicado ainda em vida e tem um baita significado pra quem é fã da escritora. Tomei coragem e resolvi começar a leitura.

Senti um pouco de dificuldade pra assimilar toda a situação de saúde de Poirot, já debilitado, numa cadeira de rodas e com problema no coração (inclusive, esse é seu último caso, triste mesmo porque sempre fui team Poirot. Não gostei tanto do livro que li com Miss Marple – Cem gramas de centeio -). A história de passa em Styles, casa que agora virou hotel e lugar onde Poirot desvendou seu primeiro crime ao lado do general Hastings. O amigo dele também retorna nesse livro e é ele que faz toda a narração.

Agatha não decepciona nunca, né? Como Hastings tenta descobrir qual será a próxima vítima do assassino, ele meio que faz a gente apostar numa hipótese, mas no fim é Poirot que nos surpreende com um tapa na cara demonstrando toda sua sabedoria na hora traçar o panorama dos crimes. A leitura é bem rapidinha, indico pra quem curte um suspense de qualidade. Há quem diga que esse é o melhor livro de Agatha. Então fica aí a dica!

Poirot foi o primeiro personagem na história a ter a morte anunciada num jornal de verdade em 1975. É muita moral.

Todo mundo é um assassino em potencial. Em todos nós, surge, ocasionalmente, o desejo de matar, embora sem a determinação de matar.


Em algum lugar nas estrelas – Clare Vanderpool ★★★

O hype ao redor desse livro foi tão alto que minha expectativa ao começar a ler estava elevadíssima. Erro meu. Não achei a leitura lá essas coisas e só por isso dei três estrelas. Acabei achando tudo meio infantil, sendo bem sincera. Não me leve a mal, a história é bonita e você pode amar porque o livro não é ruim, só não é fantástico, está mais pra mediado mesmo ou não estava no mood, talvez. Bem polêmica hahahaha

O livro se passa num período pós guerra. Jack é filho de militar e após a morte da mãe, muda de cidade e escola. Ele passa por um período de adaptação difícil, a relação com o pai não é boa e ele sente dificuldade em se enturmar na escola. Por acidente acaba encontrando o “quartel” de Early Auden, um garoto bem peculiar e inteligente. Eles se aproximam e durante o período das festas de fim de ano ( quando somente eles ficam no colégio) saem numa jornada bem louca e acabam por conhecer melhor um ao outro.

Algumas coisas no livro são bem legais como o fato da autora intercalar capítulos contando a respeito do número Pi (Early acredita que as casas decimais do número contam uma história). A forma sagaz como ela construiu o personagem de Early também, o garoto é autista mas na época em que se passa o livro não se tinha muito conhecimento sobre a condição. Menções a Billy Holliday também me encantaram. Mas no fim, achei a resolução das coisas um pouco besta e confusa, acabei não me apegando a nenhum dos dois personagens.

“E ao fundo da história de Early, soava a voz dela. A alma dela. A tristeza e a nostalgia dela. Porque, quando chove, é sempre Billie Holiday.”

Até o próximo post! ♥

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