Sobre idade – 29 não é 30.

Estou me aproximando dos 30. Uma realidade que desde os 27 tento me adaptar, pra não ter que passar por um daqueles episódios irritantes de crise de identidade que todo mundo relata. Inclusive, na minha humilde opinião, aniversários são tão super estimados que acabam causando esse tipo de reação na gente.

Quando completei 29, fiz questão de estar na praia, às 8h da manhã estava deixando a tranquilidade do mar invadir e o sol bater no rosto. Mal dá pra acreditar como o tempo passa rápido, talvez nem tanto pra mim que não tenho filhos, onde as espinhas pipocam aos montes e o guarda-roupa permanece early 20, diminuindo uns 5 anos de rugas pra quem olha de relance.

Inclusive, aqui vai uma curiosidade aleatória: sempre que digo “sou casada” me perguntam a idade e no automático já respondo “quase trintão” (mais um dos passos até a adaptação) então sempre me respondem “29 não é 30”. Apesar da fala, hoje já é quase como se tivesse chegado lá.

Minha mãe compartilhou a experiência dela ao chegar no 3.0. Se trancou no banheiro, chorou, estava saindo dos 20 e poucos. Dizia a plenos pulmões em meio a tristeza que 30 é quase 40. O exagero vem mesmo de família.

É como se ao trocar o 2 pelo 3 as pressões e preocupações triplicassem de alguma maneira na equação. Desde adolescente são tantas as coisas que a gente sonha conquistar nessa idade que quando tá chegando pertinho, já começa a bater aquele pânico. Casa própria, carro, saldo na poupança, casamento e por aí vai, seguindo a ordem natural (e as vezes nem tanto).

As frustrações que começam a surgir são normais, mas se tem uma coisa que aprendi é que o tempo é diferente e relativo pra todos. Cada um num espaço, cada um se ocupando dos seus deveres, cada um escolhendo como passa pela vida.

Algo que tento fazer (sempre que possível) é não me preocupar tanto com o futuro, difícil tarefa para pessoas ansiosas como eu. Quando o dia da virada chegar, pretendo fugir de uma experiência similar a que ocorreu com minha mãe. Vou olhar com esperança pra frente, sorrir e seguir com a programação normal. Envelhecer não deve ser assustador, deve ser recompensador, acumulamos mais experiência, fizemos todas as experimentações que nos permitimos e nos vacinamos contra os males do mundo.

Ainda não tenho a casa própria, ainda não decidi o que fazer e continuo aguardando explodir em mim a sabedoria que vem com a idade, mas algo é certo, não dá pra acelerar a ordem das coisas, 29 não é 30, 30 não é 40.

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