Quem teve a oportunidade de acompanhar a família Tanner nos anos 80/90 (abençoadas sejam as reprises), hoje olha pra trás e tende a dizer “não se fazem mais sitcoms como antigamente”. Full House, conhecida por aqui como Três é Demais foi uma das primeiras séries que tive a oportunidade de acompanhar quando era criança/pré adolescente e contava a história de Danny, Jesse e Joey (Bob Saget, Dave Coulier e John Stamos), solteirões que cuidavam das meninas DJ, Stephanie e Michelle (Candace Cameron Bure, Jodie Sweetin e Mary-Kate/Ashley Olsen) com muito humor e momentos de dificuldades.

Apesar da série ter sido um sucesso na época e nos dias de hoje ser considerada um ícone da geração, minhas reações ao assistir aos 13 episódios do revival do Netflix, agora chamado de Fuller House e focado na história de DJ, tentando superar sua atual vida de mãe solteira, variaram entre “adorei” e “hmm, desnecessário”.

fuller-house

Acontece que muito da série foi roteirizada simplesmente pra fazer com que os fãs vivessem momentos de nostalgia “ooowwnn, eu lembro disso, ai que saudade” falhando em por detalhes e um humor menos infantil na nova história, o que fez com que houvesse um certo abuso do apelo sentimental super manjado que em 2016, convenhamos, não funciona mais (como nas cenas em que os aplausos pra John Stamos são mega exagerados, ou quando DJ faz aquele melodrama ouvido por todos através da babá eletrônica ou quando algumas cenas tem o quadro dividido entre imagens de Full House e cenas atuais).

Algumas coisas claro, fizeram o tempo investido valer a pena e pra quem curtiu a série antes, era lógico que a formula não iria falhar: O humor das crianças (com exceção de alguns exageros em atuação/falha de direção do personagem Max, fofinho e as vezes irritante), as participações do Steve (Scott Weinger) e a determinada Kimmy Gibbler ♥ (Andrea Barber), dessa vez com o plus do ex-marido Fernando (Juan Pablo Di Pace) que me tirou boas risadas. Vou adicionar na lista também as piadas que foram feitas por várias vezes pra justificar a ausência das irmãs Olsen (Michelle). Eu fico imaginando como terá sido a reação delas ao ver e apesar de ter ficado chateada por não ter rolado nem um participaçãozinha especial, entendo o porque de não terem dado o ar de sua graça. Agora elas são AS PODEROSAS Mary Kate e Ashley Olsen, né? A imagem meio que não combina nem um pouquinho com a atual fase profissional delas.

8 ª Temporada  – 27/09/94, (Foto por Craig Sjodin/ABC via Getty Images)

Por fim, se você for assistir, se prepare pra reviver bons momentos, eu gostei bastante (apesar dos pesares) e se já assistiu, me conta o que achou! Fuller House apesar das criticas negativas, foi renovada pra segunda temporada e acredito que tende a dar uma melhoradinha na história. Agora vou ficar esperando apenas por Gilmore Girls e assim, obrigada por isso Netflix hahahaha

Até a próxima!

Posted by:Agatha Chris

Por aqui escreve sobre as coisas que ama e tudo que há ao seu redor. Não vive sem sonhos, chocolate, cachorros, cinema, séries, música, fotografia e Netflix. Email: agavalenca@gmail.com

1 thought on “ Fuller House – O revival nostálgico do Netflix ”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *